A velocidade média do maior ponteiro do relógio começa a sussurrar.
Vejo o protótipo de um mostro soltar um berro estrondoso, e automaticamente,
O tempo marca mais um ponto no meu placar fracassado.
Crio um personagem, coloco uma máscara solto o cabelo e começo a marchar.
Me vejo dentro da precariedade distrital e vejo o tamanho da ignorância brasileira.
Minha cabeça começa a criar argumentos pros fatos
Vejo um reflexo de uma mão suada do espelho
Uma imagem de um olho sanguinário,
O mundo gira depressa, o coração descontrola,
O monstro já pronto começa a chorar,
A fome incomoda, a dor lateja cada vez mais forte, o suor começa a pingar,
Uma voz me tortura ...
O frio esquenta, sinto as costas queimar, uma mancha colorida.
Estou nua, nua e debruçada sobre mim.
A voz perde a força, os passos diminuem,
Os batimentos cessaram, o sofrimento acaba,
Um último fôlego e as marcas da mão no espelho.
(Letícia Ohane Rodrigues)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário